Você já deve ter percebido que, hoje em dia, muitos casais abrem mão de ter filhos para criar animais de estimação. Essa é uma realidade que tem se intensificado não só no Brasil, como também nos Estados Unidos e em outros países do mundo. O que você talvez não saiba é que a preferência por animais de estimação é tão grande que, em 2018, foi criado o “Dia da Mãe de Cachorro” nos Estados Unidos, que é celebrado no sábado anterior ao Dia das Mães e que, neste ano, cai no dia 8 de maio.

A celebração apenas representa o cenário em que estamos vivendo em vários lugares do mundo. Atualmente, grandes cidades como São Francisco, New York City e Tokyo possuem mais pets do que crianças. Inclusive, um estudo da ProShares mostrou que, hoje, cerca de 84,6 milhões de famílias estadunidenses têm animais de estimação enquanto 35 milhões possuem filhos. No Brasil, o cenário é bem semelhante: de acordo com um levantamento feito em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada 100 famílias, 44 criam pets e somente 36 têm filhos com até 12 anos. E os dados não param por aí. As famílias brasileiras cuidam de 52 milhões de cães contra 45 milhões de crianças.

Casal sem filhos com cachorro

Diante desses números, é indiscutível que os pets têm tomado conta da maioria dos lares. A paixão por pets é tanta que a geração conhecida como “millennials”, dos nascidos entre 80 e final dos anos 90, possuem alguns novos critérios na hora de comprar ou alugar uma casa, como a procura por um quintal grande, onde o cachorro possa brincar e aproveitar bastante, deixando claro que o pet é o membro mais importante no início da formação de uma jovem família.

Outra grande tendência entre as famílias, lançada há pouco tempo e já adquirida por boa parte das pessoas, é a combinação de roupas entre mãe e pet, incentivada pelo estrondoso mercado pet.

Muitos fatos contribuem para essa aproximação cada vez mais real entre humanos e pets e, consequentemente, para a criação de um novo modelo de família. Quando analisamos a geração millennials, por exemplo, vemos que se trata de uma geração muito afetada por inseguranças, cobranças e doenças psicológicas, como ansiedade e depressão. Nesse sentido, vários estudos já comprovaram a importância da convivência com animais para o tratamento emocional e de saúde mental, já que um cachorro possui o dom do companheirismo, da parceria, do acolhimento e do amor.

E quando falamos de amor, é importante citar uma recente pesquisa publicada na revista Science, que mostrou que o amor que os cachorros sentem pelos seus donos é o mesmo que o amor que o bebê tem pela sua mãe. Também foi apontado que a convivência com um animal de estimação produz uma alta dose de oxitocina, mais conhecida como “molécula do amor”. Não à toa, os cães, quando comparados a amigos ou familiares, muitas vezes ganham na disputa de demonstração de amor, como mostra um levantamento da OnePoll, pelo projeto “I and love and you”.

Nesta pesquisa, 67% dos entrevistados disseram que o seu animal de estimação é o seu melhor amigo e 78%, que o pet faz parte da sua família. Também apontou que 50% acham que o seu cãozinho os compreende melhor do que o seu melhor amigo ou até mesmo o(a) seu(a) namorado(a).  E talvez o dado mais importante: 68% dizem que passar um tempo com o seu animal de estimação traz mais ânimo do que passar um tempo com a família ou amigos.

No Brasil, podemos perceber essa insistente busca pelo companheirismo animal para suprir a ausência de outras pessoas. Diante do número cada vez mais alto de pessoas divorciadas e que continuam vivendo sozinhas, o pet tem sido uma ótima escolha para cumprir o papel de companheiro diário. Outro caso bastante comum é em famílias de filhos únicos, em que já é bastante aconselhado que os pais optem por criar, junto ao filho, um pet para torná-lo seu melhor amigo e confidente.

Junto a todos esses benefícios emocionais que citamos que um pet pode trazer, também existe o fator prático. É nítido que um animal de estimação oferece mais liberdade e não exige tantos sacrifícios como um bebê ou uma criança. Isso tem contribuído para que casais prefiram ter um cachorro em casa a um filho, já que um pet, de certa forma, possui mais autonomia e não traz tantas privações para o dia a dia.

É por tudo isso que os pets têm sido uma boa escolha para famílias, casais, viúvas, divorciadas, etc. Independentemente do seu estado civil, formação ou classe social, o cão proporciona o amor mais genuíno e sincero possível. E, se antes havia um receio de se auto intitular como “mãe de pet”, hoje não só é aceitável como é uma realidade e uma nova tendência que já podemos acompanhar de perto. 

E você? Você se considera mãe de pet? Se considera parte dessa realidade? Deixe a sua opinião nos comentários.

ALESSANDRA SAWICK fotografa de pets

Alessandra é uma fotógrafa brasileira de Londrina, residente nos Estados Unidos há 22 anos. Ela é referência na Fotografia Pet em Nova York, e já recebeu varias premiações nacionais e internacionais. Fez curso de comportamento canino, linguagem corporal e psicológica canina, ministrou vários workshops online e presenciais, inclusive cursos na PhotosTV e na B&H video, em New York, tornando-se uma verdadeira especialista no assunto da Fotografia Pet. Siga o trabalho dela no Instagram @alessandrasawick.

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